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A metodologia ABC nasceu nos Estados
Unidos (USA) em meados da década de 80 e foi desenvolvida e criada basicamente
pelos Profs. Cooper e Kaplan. Conceito: No método ABC as atividades são o foco do
processo de custeio. Os custos são investigados, relacionando-se as
atividades aos produtos, com base na demanda por tais atividades pelo
produto durante o processo de produção ou o serviço em questão. Portanto,
as bases de alocação usadas no custeio baseado na atividade são medições
das atividades executadas, que podem incluir horas do tempo de ajuste
de máquina ou número de vezes em que isso foi feito, ou demais maneira
d distribuição em função da atividade que está sendo analisada seja
industrial, serviço ou overhead. Uma das importantes razões da crescente utilização e necessidade de uso desta tecnologia é o aumento dos gastos de “Overhead” das empresas que nos últimos anos tem se tornado muito significativo, podemos analisar esta tendência no gráfico abaixo: ![]() Fonte: Thondavati
Consulting Group
Os principais objetivos da implantação de
um sistema de gerenciamento de custos com base nas atividades (ABC)
, estão relacionados com a facilidade e precisão que a administração
terá para:
Portanto, como os custos são alocados de: ![]()
Gerador de Custos (cost driver) é o fator que causa mudança
no desenvolvimento de uma atividade, mensurando os respectivos recursos
exigidos por essa atividade, ou seja, é a causa do volume de recursos
consumidos pela atividade. Os recursos estão relacionados as atividades/sub-atividades, e estas aos objetos de custos. Para cada recurso ou atividade os drivers podem ser diferenciados (e geralmente são). Exemplos de Cost Drivers: ![]() Outros exemplos: N° de funcionários por atividade Macro Fases do Projeto: 01. Desenho do Modelo Teórico ![]()
01. Visão de Processos e Atividades
a) Atividades que agregam valor para o negócio ou produto,
é aquela que o cliente paga efetivamente com algo mais que mereça ser
destacado. b) Atividades que não agregam valor são aquelas podemos eliminar ou reduzir substancialmente até 75% sem causar detrimento ao produto ou serviço final. Podem ser subdivididas em três níveis de influenciabilidade:
Exemplo: Tomando-se por base o Almoxarifado,
observamos que é uma atividade que não agrega valor, pois o estoque
é um problema da empresa e o cliente não quer pagar mais por isso.
UP’ – Unidade de Produção: A metodologia UP' é um completo sistema de
controles gerenciais fabris. A UP' tem um conceito bem simples, é uma
expressão matemática que mede o "valor agregado" (trabalho
realizado, ou melhor, esforço) de cada produto e, assim permite valorizar
um por um, em unidades abstratas e constantes no tempo, que somadas
representam a quantidade de produção expressa com uma só unidade de
medida: a UP'. Basicamente é transformar uma empresa que produz muitos
produtos diferentes entre si em uma empresa que fabrica um produto só:
a UP'. Com a utilização das UP' - Unidade de Produção todos os controles
de produção, custo e rentabilidade passam a ser operados somente com
uma única unidade de medida: a unidade UP'. Integração: Através do esquema abaixo podemos ver que a atividade de produção (industrial) é considerada como uma única atividade, ou seja, uma atividade produtiva. Se analisarmos qual é o melhor cost driver para distribuir os custos de fabricação aos produtos, a resposta será a quantidade de UP’s produzidas de cada produto, isto porque as UP’s medem a quantidade de trabalho que cada produto absorve na fabricação, ou seja, seu esforço, gerando o driver da produção. ![]() A quantidade de UP’s
por produto é o driver da atividade produção. O método ABC quando aplicado na produção causa generalizações (agrupamento por linhas, por exemplo) ou super estruturas de controles de custos. O método UP’ é um método padrão, portanto de difícil aplicação no Overhead onde as atividades não se comportam de uma maneira padronizada.
Este material foi elaborado com base no livro A Revolução nos Custos, Gantzel e Allora, Editora Casa da Qualidade, Salvador - BA, 1996. |